Fracionamento das refeições para um dia alimentar saudável 😍

Olá! Depois de conhecermos um pouco mais sobre os nutrientes que fazem parte de nossa alimentação surge a questão: De que forma distribuir minhas refeições para que meu dia alimentar seja o mais saudável possível?

Com tanta informação circulando na internet e tantas dietas que entram e saem de moda o tempo todo, fica difícil ter certeza sobre a maneira certa de planejar a própria alimentação, não é verdade?

O que precisamos ter em mente é que nosso organismo não é uma ciência exata. Não é possível dizer de forma milimetricamente precisa qual seria a regra geral a ser seguida por todas as pessoas. O que é muito bom para uma pessoa pode ser muito ruim para outra.

Muito se falou e ainda se ouve falar sobre a regra de comer de 3 em 3 horas. Essa pode ser uma estratégia perigosa para pessoas que a cada intervalo de 3 horas fazem uma refeição pesada e sem necessariamente estarem com fome. Por outro lado, pode ser uma estratégia interessante para pessoas que são fãs de beliscar ao longo do dia e, nesse caso, poderiam fazer 3 refeições maiores (café da manhã, almoço e jantar) e intercalar pequenos lanches intermediários.

Atualmente tem sido muito estudado o comportamento alimentar. Essa abordagem tem conquistado muitos profissionais e pacientes porque ajuda a melhorar a relação das pessoas com a comida. Isso acontece a partir da compreensão de que as escolhas alimentares não são determinadas apenas por fatores fisiológicos, mas também por fatores psicológicos, socioeconômicos, ambientais, culturais, entre outros. É muito importante ter em mente todos esses fatores para estabelecer uma rotina alimentar que se encaixe com as características de cada pessoa.

E então, de quanto em quanto tempo devo comer para ser saudável? Possivelmente a resposta pode ser: quando sentir fome! Veja bem, eu disse FOME e não VONTADE DE COMER.

É preciso entender os sinais que o corpo envia e diferenciar “fome” de “vontade de comer”, coisas muito diferentes. Estratégias que podem ajudar nesse processo envolvem principalmente dedicar muita atenção aos momentos das refeições. Saber escolher os alimentos, comer devagar, comer em uma mesa e ambiente adequados, comer longe da televisão e mastigar bem cada garfada fazem com que você aprenda a entender os sinais de saciedade e coma menos do que comeria caso se alimentasse com pressa e com outras coisas tirando a atenção da refeição.

A adesão a essas dicas é um processo educativo, que precisa ser feito com calma até que elas se tornem hábitos e tornem sua alimentação mais saudável de forma natural, gradativa, equilibrada, duradoura e também prazerosa. Sem dietas restritivas e sem terrorismo nutricional!

Como sempre, é importante salientar que escrevo esse texto considerando um indivíduo adulto e saudável. Em condições de doenças específicas, o perfil da alimentação varia de acordo com a doença e outras variáveis relacionadas ao paciente. Por isso reforço a importância de permanecer em constante acompanhamento de médicos e nutricionistas para que a alimentação seja um forte aliado no tratamento!

 

Até nosso próximo encontro! 😁

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Elizangela Camargo Rodrigues
Nutricionista, especialista em Nutrição Materno Infantil e mestranda em Nutrição pela UFSC. É membro do Grupo de Pesquisa Comportamento e Consumo Alimentar – UFSC.

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